Kevin Warsh, indicado ao Federal Reserve, pode buscar reduzir o balanço patrimonial do banco central, mas especialistas alertam para a dificuldade e lentidão do processo devido à complexidade financeira.
Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump para o Federal Reserve, pode tentar reduzir o balanço patrimonial multibilionário do banco central, uma medida que ele acredita ser crucial para apoiar famílias e pequenas empresas, argumentando que as grandes reservas do Fed distorcem as finanças da economia. No entanto, especialistas alertam que essa tarefa será complexa e demorada. A redução do balanço, que atingiu um pico de US$9 trilhões em 2022 e foi diminuída para US$6,6 trilhões até o final de 2025 por meio do aperto quantitativo (QT), pode gerar volatilidade no mercado monetário e ameaçar a capacidade do Fed de gerenciar sua meta de taxa de juros.
Qualquer alteração significativa na política exigiria o consenso dos outros membros do Fed, que geralmente consideram o balanço como uma ferramenta vital de política monetária. Analistas sugerem que a redução pode ser alcançada por meio de alívio regulatório para bancos e tornando as linhas de crédito do Fed mais atraentes, mas enfatizam que será um processo gradual e cauteloso para manter a estabilidade do mercado e as metas de política monetária.