OCDE: geração atual vive mais, mas com múltiplas doenças crônicas
Um relatório da OCDE revela que a geração atual vive mais, mas com um aumento significativo de múltiplas doenças crônicas não transmissíveis, impactando a qualidade de vida, a capacidade de trabalho e os gastos com saúde.
|
15/04 às 13:19
Pontos principais
- Doenças não transmissíveis (DNTs) como cardíacas, câncer, diabetes e pulmonares crônicas estão aumentando e remodelando as sociedades.
- O relatório da OCDE alerta que, embora as pessoas vivam mais, elas frequentemente o fazem com múltiplas doenças crônicas.
- As DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida, reduzem a produtividade e aumentam os gastos com saúde.
- A prevenção de doenças oferece benefícios sociais e econômicos muito maiores do que o tratamento tardio.
- Entre 1990 e 2023, a prevalência de câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica e doenças cardiovasculares aumentou significativamente.
- O aumento das DNTs é atribuído ao aumento da obesidade, à melhoria das taxas de sobrevivência (levando a mais pessoas vivendo mais tempo com doenças crônicas) e ao envelhecimento populacional.
- A OCDE prevê que o número de novos casos de DCNT crescerá 31% entre 2026 e 2050, e a multimorbidade aumentará 75% na OCDE.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)Agência BrasilUFRJUnião Europeia
