Um cofre em Nova York armazena mais de 6 mil toneladas de ouro de diversas nações, mas países europeus discutem a repatriação de suas reservas devido a preocupações com a política externa de Donald Trump.
Um cofre localizado em Nova York, nos Estados Unidos, abriga mais de 6 mil toneladas de ouro pertencentes a diversos países e bancos centrais, desempenhando um papel crucial na estabilidade do sistema financeiro global. Este depósito, que armazena mais de meio milhão de barras de ouro avaliadas em mais de US$ 1 trilhão, tornou-se um local seguro para nações europeias após a Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria, devido à segurança e à ausência de custos de custódia.
No entanto, um debate crescente tem surgido entre nações europeias sobre a possibilidade de repatriar suas reservas de ouro. O retorno de Donald Trump à presidência dos EUA gerou preocupações entre políticos e especialistas europeus sobre a conveniência de manter suas reservas no país, devido à imprevisibilidade de sua política externa. A Alemanha, por exemplo, que possui as segundas maiores reservas de ouro do mundo, tem vozes influentes defendendo a repatriação de suas 1,2 mil toneladas de ouro do Fed, apesar das tentativas do presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, de acalmar os temores. A iniciativa de repatriação busca proporcionar maior controle e segurança sobre os ativos nacionais, refletindo uma erosão da confiança nas relações entre os EUA e seus aliados europeus, e pode gerar implicações significativas tanto no cenário geopolítico quanto no econômico.
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