Setor da construção se opõe à liberação do FGTS para pagar dívidas
Empresários da construção civil manifestam forte oposição à proposta do governo de liberar o FGTS para quitação de dívidas, temendo impactos no financiamento habitacional e no programa Minha Casa Minha Vida.
Pontos principais
- O setor da construção civil se opõe à proposta de liberar parte do FGTS para pagamento de dívidas.
- A medida, em discussão entre os Ministérios da Fazenda e do Trabalho, preocupa empresários pela redução de recursos para moradias.
- Abrainc e Secovi-SP alertam para o impacto negativo no programa Minha Casa Minha Vida e no déficit habitacional.
- A liberação para consumo imediato pode comprometer milhões de empregos e a execução de projetos essenciais.
- O orçamento do FGTS para o Minha Casa Minha Vida está previsto em R$ 144,5 bilhões para 2026.
O setor da construção civil expressou forte oposição à proposta do governo federal de liberar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores quitem suas dívidas. A medida, que está sendo discutida entre o Ministério da Fazenda e o Ministério do Trabalho e Emprego, ainda não tem uma definição, mas já gera preocupação entre os empresários.
Entidades como a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) alertam que a liberação dos recursos pode reduzir drasticamente o financiamento para moradias, especialmente no programa Minha Casa Minha Vida, e comprometer milhões de empregos. O FGTS é fundamental para a economia real, financiando habitação, saneamento e infraestrutura, com um orçamento previsto de R$ 144,5 bilhões para o Minha Casa Minha Vida em 2026.
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