Setor da construção se opõe à liberação do FGTS para trabalhadores pagarem dívidas
O setor da construção civil se opõe à proposta do governo federal de liberar parte do FGTS para pagamento de dívidas, alertando para os impactos negativos no financiamento habitacional e no programa Minha Casa Minha Vida.
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08/04 às 21:56
Pontos principais
- O setor da construção civil manifestou oposição à proposta de liberar parte do FGTS para quitação de dívidas.
- A proposta está em discussão entre o Ministério da Fazenda e o Ministério do Trabalho e Emprego, sem medida definida.
- Empresários do setor temem que a medida reduza os recursos para financiamento de moradias, especialmente no programa Minha Casa Minha Vida.
- A Abrainc expressou "forte preocupação", afirmando que a medida pode afetar a população de menor renda e o déficit habitacional.
- O Secovi-SP também se posicionou contra, destacando o papel do FGTS na economia real, habitação, saneamento e infraestrutura.
- O sindicato alertou que a liberação para consumo imediato pode comprometer milhões de empregos e a execução de projetos essenciais.
- O orçamento do FGTS para o Minha Casa Minha Vida tem crescido anualmente, com R$ 144,5 bilhões previstos para 2026.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Dario Durigan (ministro da Fazenda)Luiz França (presidente da Abrainc)
Organizações
Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc)Sindicato da Habitação (Secovi-SP)Ministério do Trabalho e EmpregoMinistério das Cidades
Lugares
Brasil
