O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não compareceu pela terceira vez à CPI do Crime Organizado, alegando decisão do STF e gerando questionamentos sobre a atuação do BC no combate à lavagem de dinheiro.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, não compareceu pela terceira vez à reunião da CPI do Crime Organizado no Senado. Seus advogados informaram que a obrigatoriedade de sua presença violaria uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A CPI, criada para investigar facções criminosas no Brasil, havia tentado ouvi-lo anteriormente em 3 de março, quando uma convocação foi transformada em convite pelo STF, e em 31 de março, quando um convite foi recusado.
A comissão busca esclarecimentos sobre a atuação do Banco Central no combate à lavagem de dinheiro e à infiltração do crime organizado no sistema financeiro. Campos Neto seria questionado sobre o Banco Master e a autorização de novos controladores no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Anteriormente, o senador Jaques Wagner havia solicitado seu depoimento para esclarecer falhas na atuação do BC contra a lavagem de dinheiro, e mudanças regulatórias durante a gestão de Campos Neto são apontadas como possíveis facilitadoras de irregularidades. No mesmo dia da ausência de Neto, o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, compareceu à CPI.
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