Brasil e China negociam padrão da soja após devolução de navios
Brasil e China iniciaram negociações para flexibilizar as regras de inspeção fitossanitária da soja brasileira, após a devolução de cerca de 20 navios por impurezas.
Pontos principais
- Uma missão do Ministério da Agricultura do Brasil negocia com a China regras de inspeção fitossanitária da soja brasileira.
- Cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pela China devido à presença de ervas daninhas consideradas proibidas.
- A China concordou em flexibilizar a exigência de tolerância zero para impurezas na soja, mas um limite numérico ainda será negociado.
- As negociações visam definir um novo padrão para a soja, principal produto de exportação agrícola do Brasil para a China.
- O problema com as inspeções começou no final do ano passado, com o endurecimento das exigências chinesas.
O Brasil e a China estão em negociações para estabelecer um novo padrão de inspeção fitossanitária para a soja brasileira. A iniciativa ocorre após a devolução de aproximadamente 20 navios de soja pelo governo chinês, que alegou a presença de ervas daninhas consideradas proibidas. A soja é o principal produto de exportação agrícola do Brasil para a China, e a situação tem gerado preocupações sobre o impacto nas exportações.
Uma missão do Ministério da Agricultura do Brasil está na China para discutir a questão. Embora a China tenha concordado em flexibilizar a exigência de tolerância zero para impurezas, um limite numérico ainda precisa ser negociado. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, defendeu a qualidade da soja brasileira e propôs um protocolo sanitário específico para resolver o impasse, que se intensificou no final do ano passado com o endurecimento das exigências chinesas.
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