FIIs reagem mais à magnitude do ciclo de corte de juros do que ao 1º corte
Estudo da RB Asset indica que o desempenho de fundos imobiliários é mais influenciado pela magnitude total dos cortes de juros do que pelo tamanho do corte inicial da Selic.
Pontos principais
- O IFIX performa positivamente após seis meses do início do corte da Selic, com alta média de 11,3%.
- A magnitude total do ciclo de corte de juros é mais determinante para o desempenho dos FIIs do que o tamanho do primeiro corte.
- Ciclos de corte maiores resultaram em altas de 28,9% no IFIX em 12 meses, enquanto ciclos menores tiveram altas de 4,0%.
- Fundos de tijolo, especialmente de shopping centers, tendem a se beneficiar mais dos cortes de juros do que fundos de papel.
- A decisão de um corte menor de 0,25 ponto percentual é vista como positiva por reforçar o controle da inflação pelo Copom.
Um estudo da RB Asset, que analisou a reação dos fundos imobiliários (FIIs) a ciclos de corte de juros nos últimos 15 anos, revelou que o desempenho do IFIX é mais impactado pela magnitude total do ciclo de redução da Selic do que pelo tamanho do primeiro corte. Independentemente de o corte inicial ser de 0,25 ou 0,50 ponto percentual, o IFIX apresentou performance positiva após seis meses, com uma média de alta de 11,3%.
Historicamente, ciclos de corte de juros mais amplos, como os observados em 2011 e 2016, resultaram em valorizações significativas do IFIX, com uma média de 28,9% em 12 meses. Em contraste, ciclos menores, como os de 2019 e 2023, mostraram altas mais modestas, de 4,0%. A análise também aponta que fundos de tijolo, particularmente os de shopping centers, tendem a se beneficiar mais dos cortes de juros em comparação com os fundos de papel. Para fundos de papel, o impacto é menor, e a "duration" dos papéis indexados à inflação é crucial para avaliar a marcação a mercado.
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