Daily Journal

O Futuro da Informação

Estudo mostra como fundos imobiliários reagem aos ciclos de cortes de juros

Um estudo da RB Asset revela que o desempenho dos fundos imobiliários é mais influenciado pela magnitude total do ciclo de corte de juros do que pelo tamanho do primeiro corte, com o IFIX performando positivamente após 6 meses do início da redução da Selic.

Daily Journal
|
20/03 às 05:00

Pontos principais

  • O estudo da RB Asset analisa a reação dos fundos imobiliários a ciclos de corte de juros nos últimos 15 anos, desde a criação do IFIX em 2011.
  • Apesar da diferença no primeiro corte (0,25 ou 0,50 ponto percentual), o IFIX performa positivamente após 6 meses, com uma média de alta de 11,3%.
  • A performance dos fundos imobiliários é mais definida pela magnitude total do ciclo de corte de juros do que pelo tamanho do primeiro corte.
  • Ciclos de corte maiores (2011 e 2016) resultaram em altas significativas do IFIX (média de 28,9% em 12 meses), enquanto ciclos menores (2019 e 2023) tiveram altas mais modestas (4,0%).
  • O corte de juros tende a beneficiar fundos de tijolo sobre fundos de papel, com fundos de shopping centers apresentando os maiores retornos históricos.
  • A decisão de um corte menor de 0,25 ponto percentual é vista como positiva por reforçar o comprometimento do Copom com o controle da inflação.
  • Para fundos de papel, o impacto é menor, e para fundos indexados à inflação, a "duration" dos papéis é crucial para avaliar o impacto da marcação a mercado.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Rafael Ohmachi (sócio e portfolio manager da RB Asset)Jefferson Honório (sócio e gestor da Brio Investimentos)

Organizações

Comitê de Política Monetária (Copom)RB AssetBanco CentralKineaBrio Investimentos