O presidente do Paraguai, Santiago Peña, sancionou o Acordo do Estatuto das Forças (SOFA) com os Estados Unidos, que autoriza a presença temporária de pessoal militar e civil americano no território paraguaio. O acordo, negociado entre o secretário de Estado americano Marco Rubio e o chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano, foi ratificado pelo Congresso do Paraguai e visa estabelecer um marco legal para a cooperação bilateral existente, especialmente no combate ao crime organizado.
Apesar do amplo apoio parlamentar, a medida gerou debates intensos. Defensores argumentam que o SOFA é uma "obrigação estratégica" e aprofunda a colaboração entre os dois países, em um contexto de expansão de atores externos na região. No entanto, críticos consideram o convênio uma "ingerência direta" dos EUA, apontando para privilégios como a jurisdição penal americana sobre seu pessoal, o uso de documentos de identidade americanos, o porte de armas e a isenção de impostos, o que, segundo eles, ameaça a soberania paraguaia e cria uma "geopolítica da impunidade".
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