Bitcoin registra 5º mês de queda e testa paciência de investidores; analistas veem amadurecimento
O Bitcoin encerrou fevereiro com queda de 17%, marcando o quinto mês consecutivo no vermelho, mas analistas interpretam o movimento como reprecificação macroeconômica e amadurecimento do mercado.
Pontos principais
- O Bitcoin (BTC) registrou queda de 17% em fevereiro, completando cinco meses seguidos de desvalorização.
- Apesar da queda recente, o ativo está 48% abaixo do seu topo histórico de US$ 126 mil, alcançado em outubro de 2025.
- Analistas descartam a comparação com o bear market de 2018-2019, atribuindo a situação atual a uma reprecificação macroeconômica e um reset de alavancagem.
- A volatilidade e a magnitude da queda são menores em comparação com ciclos anteriores, indicando um mercado mais maduro e com maior liquidez institucional.
- Fevereiro foi marcado por liquidações de posições compradas e redução do interesse em futuros, eliminando o excesso especulativo do mercado.
O Bitcoin (BTC) encerrou fevereiro com uma queda de aproximadamente 17%, consolidando seu quinto mês consecutivo de desvalorização. Desde seu topo histórico de US$ 126 mil em outubro de 2025, o ativo já acumula uma desvalorização de 48%, testando a paciência dos investidores. No entanto, analistas do mercado afastam comparações com o bear market de 2018-2019, interpretando a situação atual como um processo de reprecificação macroeconômica e um "reset" de alavancagem, em vez de uma deterioração fundamental.
Apesar da sequência de quedas, a volatilidade e a magnitude da desvalorização são consideradas menores em comparação com ciclos anteriores, sugerindo um mercado mais maduro e com maior liquidez institucional. Fevereiro foi particularmente marcado por liquidações de posições compradas e uma redução no interesse em futuros, o que contribuiu para eliminar o excesso especulativo. Há uma percepção crescente no mercado de que o fundo do Bitcoin pode estar próximo, com investidores buscando proteção abaixo da marca de US$ 60 mil, enquanto a saída de recursos de ETFs, cerca de 12% do total, indica uma reação do capital mais sensível às quedas.
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