A Aston Martin planeja demitir até um quinto de seus funcionários para economizar £40 milhões, enfrentando prejuízos, dívidas elevadas e desafios agravados pelas tarifas de Donald Trump.
A Aston Martin anunciou planos de cortar até 20% de sua força de trabalho, cerca de 600 funcionários, para economizar £40 milhões anualmente e reduzir custos operacionais em £15 milhões. A medida visa reverter anos de prejuízos e diminuir a dívida líquida da empresa, que atingiu £1,38 bilhão no ano passado. A montadora britânica enfrenta uma série de desafios, incluindo atrasos no lançamento de produtos, problemas de qualidade e a desaceleração do mercado chinês, além do impacto das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afetaram significativamente seu maior mercado.
No ano passado, a Aston Martin registrou um prejuízo de £493 milhões, com a receita caindo 21% para £1,26 bilhão e entregas de apenas 5.448 veículos. Apesar da difícil situação financeira, a empresa não planeja novas captações de capital, contando com a venda de direitos do nome à sua equipe de Fórmula 1 e projetando uma melhora no fluxo de caixa livre negativo apenas em 2026, com o lançamento do supercarro Valhalla.