Aston Martin corta até 20% dos funcionários em meio a prejuízo e tarifa de Trump
A Aston Martin planeja cortar até 20% de sua força de trabalho para economizar £40 milhões, enquanto enfrenta prejuízos, dívidas elevadas e desafios de reestruturação agravados pelas tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
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25/02 às 13:16
Pontos principais
- A Aston Martin cortará até um quinto de seus 3 mil funcionários, visando economizar £40 milhões e reduzir custos de £15 milhões.
- A montadora busca reverter anos de prejuízos e diminuir sua dívida, mas enfrenta atrasos de produtos, problemas de qualidade, tarifas dos EUA e desaceleração na China.
- O CEO Adrian Hallmark atribui parte dos desafios às tarifas de Donald Trump, que impactaram o maior mercado da empresa.
- As ações da Aston Martin subiram inicialmente em Londres, mas perderam quase metade do valor no último ano, após três revisões negativas de lucro.
- A empresa registrou prejuízo de £493 milhões no ano passado e espera apenas uma melhora no fluxo de caixa livre negativo em 2026.
- A receita caiu 21% para £1,26 bilhão no ano passado, com entregas de 5.448 veículos, e projeta melhora em 2026 com o supercarro Valhalla.
- A Aston Martin encerrou o ano com dívida líquida de £1,38 bilhão e £250 milhões em caixa, e não planeja novas captações de capital, contando com a venda de direitos do nome à equipe de Fórmula 1.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente dos EUA)Lawrence Stroll (bilionário)Adrian Hallmark (CEO)Michael Dean (analista da Bloomberg Intelligence)Doug Lafferty (CFO)
Organizações
Aston MartinBloomberg Intelligence
Lugares
EUAChinaLondres
