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Stellantis desaba após baixa contábil de US$ 26 bi por recuo em elétricos

A Stellantis registrou baixas contábeis de 22,2 bilhões de euros (US$26,5 bilhões) e suas ações despencaram, refletindo a redução de suas ambições em veículos elétricos devido à demanda mais fraca no mercado.

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Foto: InfoMoney
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06/02 às 10:03

Pontos principais

  • A Stellantis anunciou baixas contábeis de 22,2 bilhões de euros (US$26,5 bilhões) relacionadas à diminuição de seus planos para veículos elétricos.
  • As ações da empresa em Milão caíram 25%, atingindo o menor valor desde a fusão em 2021.
  • A decisão da Stellantis segue movimentos semelhantes de outras montadoras como Ford e General Motors, que também reavaliam a transição para veículos elétricos.
  • Fatores como tarifas, demanda lenta na China, concorrência e aceitação mais lenta de veículos elétricos nos EUA contribuíram para a situação.
  • A empresa justificou os encargos pelo realinhamento de planos de produtos com a demanda do mercado e novas regulamentações de emissões nos EUA.

A Stellantis, uma das maiores montadoras do mundo, anunciou baixas contábeis significativas de 22,2 bilhões de euros (aproximadamente US$26,5 bilhões), levando à queda de 25% de suas ações em Milão, o menor patamar desde sua formação em 2021. Essa medida drástica reflete uma reavaliação de suas ambições no mercado de veículos elétricos, impulsionada por uma demanda mais fraca do que o esperado, especialmente nos Estados Unidos.

A decisão da Stellantis não é isolada, seguindo uma tendência observada em rivais como Ford e General Motors, que também estão ajustando suas estratégias para a transição elétrica. A empresa atribui os encargos a fatores como tarifas, desaceleração da demanda na China, crescente concorrência e uma aceitação mais lenta dos veículos elétricos nos EUA. A Stellantis espera um prejuízo líquido preliminar entre 19 bilhões e 21 bilhões de euros no segundo semestre de 2025 e não pagará dividendos este ano, com pagamentos em dinheiro de cerca de 6,5 bilhões de euros distribuídos ao longo de quatro anos a partir de 2026.

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