O roubo de cinco obras de arte de Monet, Dalí, Picasso e Matisse do Museu da Chácara do Céu, ocorrido em 2006, prescreveu sem que as peças ou os criminosos fossem encontrados.
O roubo de cinco obras de arte de valor inestimável de Claude Monet, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Henri Matisse, ocorrido em 2006 no Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, prescreveu após 20 anos sem que os criminosos fossem identificados ou as peças recuperadas. O crime, considerado um dos maiores do Brasil e do mundo, teve as obras avaliadas em mais de US$ 10 milhões na época e expôs graves falhas na segurança e na investigação do patrimônio cultural brasileiro.
Ao longo das duas décadas, a investigação foi marcada por negligências e desinteresse institucional, incluindo o desaparecimento do inquérito policial e o arquivamento provisório por falta de autoria definida. Apesar da prescrição, que encerra a possibilidade de punição legal, a diretora do museu e especialistas lamentam a perda cultural e mantêm a esperança de que as obras, que pertencem ao patrimônio público, possam ser eventualmente encontradas.