O deputado Nikolas Ferreira convocou um ato contra ministros do STF, gerando uma divisão estratégica no bolsonarismo entre o confronto direto com a Corte e a articulação legislativa para a anistia de presos do 8 de Janeiro.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) convocou um ato contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para 1º de março, com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”. A iniciativa, contudo, expôs um racha estratégico dentro do bolsonarismo, com parte dos aliados de Jair Bolsonaro demonstrando desconforto. A divergência central reside entre a defesa do confronto direto com o STF e a priorização da articulação legislativa, como a anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro e a derrubada de vetos presidenciais.
Aliados de Bolsonaro argumentam que insistir no impeachment de ministros do STF seria contraproducente, pois o presidente Lula indicaria substitutos, mantendo a composição da Corte. Nikolas Ferreira, por sua vez, reagiu às críticas, questionando a mudança de discurso de alguns aliados e conectando a derrubada do veto sobre a dosimetria de penas à libertação de presos do 8 de Janeiro. Essa controvérsia revela uma disputa por estratégia e protagonismo na direita, entre o embate direto com o Judiciário e o foco na construção de capital político e na atuação parlamentar.