Will Lewis, CEO do The Washington Post, renunciou após demissões em massa que afetaram um terço da redação, aprofundando a crise e gerando críticas à gestão e ao proprietário Jeff Bezos.
Will Lewis, CEO do The Washington Post, deixou o cargo após um período de dois anos marcado por intensa turbulência e críticas. Sua saída acontece apenas três dias após o jornal anunciar a demissão de um terço de sua equipe, que incluiu o fechamento da editoria de esportes e cortes nas equipes de fotografia, cobertura internacional e metropolitana. A gestão de Lewis foi amplamente questionada por um plano de reorganização que não obteve sucesso e pela saída da ex-editora-chefe Sally Buzbee, gerando insatisfação entre os funcionários e críticas do ex-editor Martin Baron, que descreveu a situação como "destruição de marca quase instantânea e autoinfligida".
As críticas se estenderam ao proprietário do jornal, Jeff Bezos, que foi acusado de má gestão. O Washington Post Guild, sindicato dos funcionários, celebrou a saída de Lewis e manifestou-se pedindo que Bezos invista mais no jornal, suspenda as demissões ou considere sua venda. Em comunicado, Bezos não mencionou Lewis, mas expressou confiança em Jeff D’Onofrio, diretor financeiro nomeado editor-executivo interino, para o futuro do Post, focando em um "próximo capítulo" e na importância da missão jornalística.