O The Washington Post foi adquirido por Jeff Bezos, fundador da Amazon, em 2013. A gestão de Bezos trouxe expectativas de inovação e sustentabilidade para o jornal. No entanto, a partir do final de 2024, o veículo começou a enfrentar uma crise acentuada, marcada pela perda contínua de assinantes e talentos. Em janeiro de 2024, Will Lewis assumiu como CEO e editor, com a missão de reverter a situação. Sua gestão, no entanto, foi marcada por conflitos internos e decisões controversas. Entre os episódios mais notáveis, a desistência da nomeação de Robert Winnett para a redação, após suspeitas de práticas antiéticas, e a resistência interna às críticas de Lewis sobre a baixa audiência dos textos. A crise se aprofundou em fevereiro de 2026, quando o jornal confirmou o desligamento de um terço de seus funcionários, afetando áreas como a editoria de esportes, o departamento de fotografia e as equipes de cobertura internacional e metropolitana. A ausência de Lewis e Bezos na reunião que oficializou as demissões gerou ainda mais tensão. A saída de Lewis, apenas três dias após os cortes, foi vista pelo sindicato dos jornalistas como um alívio necessário, enquanto Martin Baron, ex-editor, criticou a postura de Bezos, descrevendo a situação como uma “destruição de marca quase instantânea e autoinfligida”.