O presidente Lula revelou ter conversado com seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), sobre sua citação na CPMI do INSS, alertando-o de que, se houver envolvimento em fraudes, ele arcará com as consequências e não terá proteção.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter conversado com seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após ele ser citado na CPMI do INSS. Lula declarou ter alertado o filho de que, caso haja qualquer envolvimento em fraudes ou descontos indevidos investigados pela comissão, ele "vai pagar o preço", e que, se não houver irregularidades, ele deve se defender. O presidente reforçou que o governo não oferecerá proteção especial a ninguém envolvido no caso. A citação de Lulinha na CPMI ocorreu após reportagens indicarem que ele teria recebido dinheiro de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", figura central no esquema de fraudes, embora Lulinha não seja formalmente investigado.
Apesar das menções, a convocação de Fábio Luís pela CPI mista do INSS foi rejeitada em dezembro. Lula mencionou que a investigação do INSS foi iniciada pelo governo atual, que descobriu uma quadrilha no governo anterior, e que ele próprio sugeriu uma CPI para o caso, mas a ideia não foi apoiada por lideranças do PT e outros partidos. A CPMI do INSS tem como objetivo investigar descontos irregulares e operações não autorizadas que afetaram aposentados e pensionistas, buscando identificar os responsáveis pelas irregularidades.