Giovani Cherini (PL-RS), defensor de tratamentos sem comprovação científica e crítico de vacinas, foi eleito presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, gerando controvérsia.
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados elegeu Giovani Cherini (PL-RS) como seu novo presidente, em uma votação que registrou 38 votos favoráveis. A escolha do deputado gerou repercussão devido ao seu histórico de defesa de tratamentos sem comprovação científica, como a ozonioterapia, e suas posições contrárias às vacinas, incluindo as desenvolvidas para combater a COVID-19. Durante a pandemia, Cherini chegou a promover teorias da conspiração, questionando a lotação de hospitais e sugerindo uma correlação entre vacinas e doenças como câncer e AVC, apesar de o Conselho Federal de Medicina (CFM) não reconhecer a ozonioterapia para qualquer tratamento.
A eleição de Cherini, que resultou de um acordo entre líderes partidários para manter os mesmos partidos no comando dos colegiados em ano eleitoral, foi alvo de protestos de parlamentares como Jorge Solla (PT-BA). A Comissão de Saúde é uma das mais cobiçadas na Câmara, controlando um orçamento significativo de emendas parlamentares, que totaliza R$ 4,2 bilhões neste ano, o que eleva a importância de sua presidência.