A crise institucional no Supremo Tribunal Federal se aprofunda com a permanência de Dias Toffoli como relator do caso Master, gerando preocupação entre ministros e investigadores sobre futuras revelações e a necessidade de devolver o inquérito à Justiça Federal.
A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) persiste e se aprofunda, com ministros e investigadores expressando preocupação enquanto Dias Toffoli permanece como relator do caso Master. A nota emitida por Edson Fachin, presidente do STF, não conseguiu conter a tensão, e há um consenso de que o tribunal continuará "sangrando" devido ao risco de as investigações revelarem informações negativas para o próprio ministro Toffoli. Sua conduta, como a entrega de perguntas preparadas à delegada, é vista como problemática e levanta questionamentos sobre a imparcialidade do processo.
Paralelamente, a Polícia Federal (PF) se prepara para colher novos depoimentos de oito investigados nos casos Master e BRB, focando no conhecimento sobre carteiras de crédito fraudulentas. O Banco Central e a própria PF já possuem dados que indicam a ausência de lastro nessas carteiras, sugerindo que foram criadas especificamente para operações ilícitas. Este cenário reforça a pressão para que o inquérito seja devolvido à Justiça Federal, buscando maior transparência e evitando novos desdobramentos que possam comprometer ainda mais a imagem do STF.