Vírus da raiva revela como os cogumelos mágicos agem no cérebro contra a depressão
Cientistas da Universidade de Cornell utilizaram o vírus da raiva para mapear como a psilocibina, presente em cogumelos mágicos, atua no cérebro para combater a depressão, revelando uma reorganização cerebral que enfraquece circuitos de ruminação e fortalece conexões sensório-motoras.
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08/02 às 11:20
Pontos principais
- Pesquisadores da Universidade de Cornell avançaram nos estudos sobre o potencial da psilocibina no tratamento da depressão.
- O estudo utilizou o vírus da raiva para mapear a ação da psilocibina no cérebro e sua influência nas conexões neurais.
- Ensaios clínicos anteriores já indicaram que a psilocibina pode reduzir sintomas depressivos por semanas ou meses após uma única dose.
- A equipe de Alex Kwan demonstrou em 2021 que a psilocibina induz plasticidade estrutural no cérebro, com crescimento de espinhas dendríticas.
- A nova pesquisa injetou psilocibina em neurônios de camundongos e, posteriormente, uma variante fluorescente do vírus da raiva para rastrear as conexões.
- A psilocibina enfraqueceu circuitos de retroalimentação no córtex, associados a pensamentos negativos, e fortaleceu vias de conexão entre o córtex e regiões subcorticais.
- Os resultados, publicados na revista Cell, indicam que a substância reorganiza o cérebro de forma ampla, abrindo novas possibilidades terapêuticas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Alex Kwan (professor de Engenharia Biomédica)Quan Jiang (pesquisador de pós-doutorado)Ling-Xiao ShaoAmelia D. GilbertJack Nothnagel
Organizações
Universidade de CornellCornell EngineeringUniversidade YaleAllen Institute for Brain ScienceUniversidade da Califórnia em IrvineUniversidade Chinesa de Hong KongCell (revista)
Lugares
Estados UnidosHong Kong
