Varejo têxtil diz que ‘taxa das blusinhas’ não resolve assimetria e vê uso político
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) argumenta que a "taxa das blusinhas" não resolve a assimetria tributária entre o varejo nacional e plataformas internacionais, vendo uso político na discussão sobre a medida.
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28/04 às 18:25
Pontos principais
- A Abvtex afirma que a "taxa das blusinhas" (imposto de 20% para compras até US$ 50) apenas minimiza, mas não soluciona, a assimetria tributária entre o varejo nacional e o e-commerce internacional.
- O varejo e a indústria nacionais pagam cerca de 80% a 90% de impostos, enquanto plataformas internacionais pagam aproximadamente 45% após a taxa, criando uma concorrência artificialmente desequilibrada.
- Edmundo Lima, diretor-executivo da Abvtex, critica a defesa da eliminação do imposto por parte da ala política do governo, considerando o tema técnico e não eleitoral.
- O setor defende que qualquer redução de carga tributária deve se aplicar igualmente à produção nacional para manter a competitividade.
- A arrecadação com o imposto aumentou de R$ 2,9 bilhões em 2024 para R$ 5 bilhões em 2025, indicando crescimento das importações via plataformas internacionais.
- Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 88% da população continuou comprando em plataformas internacionais mesmo com o aumento do imposto.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Edmundo Lima (diretor-executivo da Abvtex)Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República)Luiz Marinho (ministro do Trabalho)
Organizações
Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex)Congresso NacionalGrupo EstadoMinistério da FazendaMinistério da IndústriaMinistério do TrabalhoReceita FederalInstituto Locomotiva
Lugares
Brasil

