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'Trabalho mais perigoso do mundo': o cientista que percorre o labirinto radioativo de Chernobyl

Anatolii Doroshenko, um pesquisador de 38 anos, realiza o perigoso trabalho de monitorar o labirinto radioativo subterrâneo do reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, para garantir a estabilidade das condições e conter a radiação.

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01/05 às 03:01

Pontos principais

  • Anatolii Doroshenko, pesquisador do ISPNPP, percorre mensalmente o labirinto radioativo sob o reator 4 de Chernobyl, considerado o 'trabalho mais perigoso do mundo'.
  • O reator 4 foi destruído em 1986, mas seus centros de controle e monitoramento subterrâneos, a cerca de 10 metros de profundidade, sobreviveram e estão altamente contaminados.
  • Doroshenko revisa equipamentos, coleta dados, instala medidores e monitora o combustível nuclear em ambientes com radiação tão alta que exige tarefas em menos de quatro minutos.
  • Ele utiliza diversas camadas de roupas protetoras e passa por rigorosos controles de descontaminação após cada visita.
  • O trabalho é fundamental para garantir a estabilidade do reator e evitar um processo descontrolado, apesar do medo constante.
  • Ainda existem cerca de 200 toneladas de combustível nuclear no local, coberto por um sarcófago e pelo Novo Confinamento Seguro, um domo de aço.
  • Doroshenko enfatiza a importância de não esquecer os desafios de Chernobyl e a necessidade de vigilância e supervisão contínuas.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Anatolii Doroshenko (pesquisador)Caroline Souza

Organizações

Instituto de Problemas de Segurança das Centrais Nucleares (ISPNPP)BBCNew ScientistAgência Internacional de Energia AtômicaAcademia Nacional de Ciências da Ucrânia

Lugares

ChernobylUcrâniaEverest