Sob bombas, brasileiros deixam casas às pressas e se abrigam em carros e escolas no Líbano
Brasileiros no Líbano relatam as dificuldades de deixar suas casas e viver em abrigos improvisados após os ataques de Israel, em meio a uma profunda crise humanitária e o avanço terrestre israelense no sul do país.
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28/03 às 06:00
Pontos principais
- Brasileiros como Romilda Salman e Lindaura Hijazi foram forçados a deixar suas casas no Líbano devido aos ataques de Israel, buscando refúgio em carros e escolas.
- O conflito entre Israel e Hezbollah já deslocou mais de 1,2 milhão de pessoas no Líbano e causou a morte de ao menos mil, segundo a ONU.
- Vinte e dois mil brasileiros residem no Líbano, e muitos estão vivendo em condições precárias, sem geladeira ou fogão, em apartamentos cedidos ou salas de aula transformadas em abrigos.
- O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que os moradores do sul do Líbano não devem retornar até que a segurança do norte de Israel seja garantida.
- A ACNUR alertou para uma "profunda crise humanitária" e o risco de uma catástrofe na região.
- Israel planeja expandir uma "zona-tampão" de 30 km no território libanês, do rio Litani até a fronteira, para proteger sua população do Hezbollah.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Romilda SalmanMohammadCarolinaLindaura HijaziSadekAminBilal HijaziIsrael Katz (ministro da Defesa israelense)Benjamin Netanyahu (primeiro-ministro de Israel)Vitelio Brustolin (professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard)
Organizações
Organização das Nações Unidas (ONU)HezbollahItamaratyAgência da ONU para Refugiados (ACNUR)
Lugares
LíbanoIsraelBeiruteHaret HreikFoz do Iguaçu (PR)Vale do BekaaRio LitaniOriente MédioAssis-Chateaubriand (PR)
