Sem imunidade e sob pressão do calendário eleitoral, delação de Vorcaro vira xadrez no STF e na PF
A possível delação premiada de Daniel Vorcaro está sendo negociada sem chance de imunidade penal, sob pressão do calendário eleitoral e gerando um "xadrez institucional" no STF sobre quem a analisaria.
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24/03 às 09:55
Pontos principais
- Investigadores discutem os termos de uma eventual delação premiada de Daniel Vorcaro, com a condição de não haver imunidade penal.
- A avaliação é que o material existente é robusto e o acordo só avançará com fatos novos, consistentes e comprováveis.
- Daniel Vorcaro já assinou um termo de confidencialidade com a PGR e a PF, abrindo caminho para a delação.
- Há preocupação em não "encavalar" a delação com o calendário eleitoral, para evitar acusações de interferência política.
- Advogados estimam menos de seis meses para a definição, mas investigadores admitem adiar se o prazo for excedido.
- No STF, a delação é vista como um "xadrez institucional", com discussões sobre qual turma ou o plenário a analisaria.
- Ministros do STF alertam que, se a colaboração for fraca ou seletiva, Vorcaro pode enfrentar penas de 20 a 30 anos de prisão.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Daniel Vorcaro (banqueiro)André Mendonça (ministro do STF)Andréia Sadi
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)Polícia Federal (PF)Procuradoria-Geral da República (PGR)
