Relatório da ONU aponta desigualdade de gênero no acesso à água
Um relatório da ONU revela que a desigualdade de gênero compromete a segurança hídrica global, afetando desproporcionalmente mulheres e meninas, que são as principais responsáveis pela coleta de água, mas excluídas da gestão do setor.
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19/03 às 09:00
Pontos principais
- Mulheres e meninas são as mais afetadas pela falta de acesso seguro à água potável, sendo responsáveis pela coleta em mais de 70% dos domicílios rurais sem esse serviço.
- Apesar de seu papel central, mulheres são sub-representadas na governança e tomada de decisões no setor hídrico.
- A falta de acesso à água e saneamento adequado expõe mulheres e meninas a riscos de saúde, violência e perda de oportunidades educacionais e de subsistência.
- Globalmente, mulheres e meninas dedicam 250 milhões de horas diárias à coleta de água, tempo que poderia ser usado para educação ou geração de renda.
- Instalações sanitárias precárias afetam desproporcionalmente mulheres e meninas, causando absenteísmo escolar devido à higiene menstrual.
- O relatório recomenda eliminar barreiras legais e financeiras, investir em dados desagregados por sexo e fortalecer a liderança feminina na gestão hídrica.
- O estudo é divulgado anualmente no contexto do Dia Mundial da Água, alertando que 2,1 bilhões de pessoas ainda não têm água potável administrada de forma segura.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Khaled El-Enany (diretor-geral da Unesco)Alvaro Lario (presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e presidente da ONU-Água)
Organizações
Organização das Nações Unidas (ONU)Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)ONU-ÁguaFundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA)
