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Queda nos juros afeta CDBs prefixados em fevereiro; março promete volatilidade

As taxas dos CDBs prefixados caíram em fevereiro, refletindo a expectativa de redução da Selic, enquanto os títulos atrelados à inflação mantiveram prêmios elevados e os pós-fixados exigem prazos mais longos para superar 100% do CDI, com março prometendo volatilidade devido a fatores internos e externos.

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09/03 às 05:00

Pontos principais

  • As taxas dos CDBs prefixados registraram queda em fevereiro, com a média para vencimento em 36 meses caindo de 13,83% para 13,06% ao ano.
  • A redução das taxas está ligada à precificação de um cenário de queda da taxa Selic e maior liquidez no mercado.
  • CDBs atrelados à inflação (IPCA+) continuam oferecendo juro real acima de 8% ao ano, impulsionados pelo risco fiscal e fatores de oferta/demanda.
  • Grandes investidores institucionais já atingiram suas cotas de alocação em IPCA+, e a oferta elevada do Tesouro Nacional mantém as taxas reais altas.
  • CDBs pós-fixados só superam 100% do CDI em emissões de prazos mais longos (24 ou 36 meses), o que especialistas consideram não compensar o risco de liquidez para o pequeno investidor.
  • O início de março já mostrou movimentos de alta nas taxas de juros, influenciados pela escalada do conflito no Oriente Médio e a alta do preço do petróleo.
  • Especialistas alertam para a volatilidade esperada em março e ao longo de 2026, com causas internas e externas.

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Mario Leonetti (sócio-fundador da Private Investimentos)Guilherme Almeida (Head de Renda Fixa da Suno Research)Paulo Monteiro (head da Gravus Capital)

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