Quais as chances de um novo desastre nuclear, como o de Chernobyl?
O artigo analisa as chances de um novo desastre nuclear de grandes proporções, comparando os riscos atuais em usinas como Zaporizhzhia e no Irã com o acidente de Chernobyl, destacando as diferenças tecnológicas e contextuais.
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03/05 às 04:01
Pontos principais
- A usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, e instalações nucleares no Irã geram preocupações sobre um possível desastre nuclear devido a conflitos armados.
- O desastre de Chernobyl, ocorrido há 40 anos, foi resultado de falhas de projeto do reator RBMK, pressões indevidas e erros operacionais, em tempos de paz.
- Reatores modernos, como os VVER usados em Zaporizhzhia e no Irã, possuem características de segurança superiores, como coeficiente de reatividade negativo e estruturas de contenção robustas, tornando um evento idêntico a Chernobyl improvável.
- O acidente de Chernobyl envolveu um teste de segurança mal planejado, 'envenenamento do reator' e uma falha de projeto no botão AZ-5, que causou uma explosão de vapor e hidrogênio, não nuclear.
- A AIEA teme que a instabilidade operacional prolongada em zonas de conflito reduza as redundâncias de segurança das usinas nucleares, aumentando o risco de acidentes como o de Fukushima.
- Apesar dos riscos em cenários de guerra, especialistas afirmam que um desastre como Chernobyl é improvável devido às diferenças nos projetos dos reatores e aos avanços na segurança nuclear.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Renato Cotta (professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro titular da Academia Brasileira de Ciências)
Organizações
Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)Academia Brasileira de Ciências (ABC)Instituto KurchatovONU
Lugares
ChernobylZaporizhzhiaIrãEUAIsraelUcrâniaRússiaUnião SoviéticaMoscouKievFukushimaPripyatIgnalinaBushehrBielorrússia

