Pesquisa aponta problemas e prisões indevidas a partir do Smart Sampa
Uma pesquisa conjunta aponta que o sistema de vigilância Smart Sampa da prefeitura de São Paulo apresenta problemas, como falsos positivos, prisões indevidas e riscos à privacidade, sem resultados concretos para a segurança pública, enquanto a prefeitura defende a eficácia do programa.
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04/02 às 07:02
Pontos principais
- Pesquisa do LAPIN, Instituto Peregum e Rede Liberdade revela falhas no Smart Sampa, incluindo falsos positivos e prisões indevidas.
- O sistema de videomonitoramento e reconhecimento facial de São Paulo é criticado por falta de transparência, inconsistências e riscos a direitos fundamentais.
- Dados indicam que 540 prisões foram classificadas como "outros", e mais de 90% dessas eram por pensão alimentícia, questionando a relação com segurança pública.
- A análise aponta que o Smart Sampa aprofunda desigualdades raciais e geográficas, com 25% das pessoas presas sendo negras e concentração em áreas periféricas.
- Foram identificadas 23 conduções indevidas por inconsistências no reconhecimento facial e 82 prisões seguidas de liberação.
- A prefeitura de São Paulo defende o Smart Sampa, citando redução de roubos em 2025 e 99,5% de assertividade, além de validação humana dos alertas.
- A gestão municipal reporta 2.709 foragidos da Justiça presos, 3.650 prisões em flagrante e 153 pessoas desaparecidas localizadas pelo sistema.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Pedro Diogo (coordenador do LAPIN no Grupo de Trabalho sobre Vigilância)Beatriz Lourenço (diretora de Áreas e Estratégia do Instituto de Referência Negra Peregum)
Organizações
Laboratório de Políticas Públicas e Internet (LAPIN)Instituto de Referência Negra PeregumRede LiberdadePrefeitura de São PauloSecretaria Municipal de Segurança UrbanaSecretaria de Estado da Segurança Pública (SSP)
Lugares
São PauloBrásCracolândia
