Para CNC, bets agravam endividamento das famílias brasileiras
A CNC alerta que as apostas eletrônicas agravaram o endividamento das famílias brasileiras, retirando R$ 143 bilhões do comércio varejista e levando 270 mil famílias à inadimplência severa, enquanto entidades do setor de apostas contestam os dados.
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28/04 às 20:51
Pontos principais
- As apostas eletrônicas (bets) contribuíram para o endividamento das famílias brasileiras, resultando em R$ 143 bilhões retirados do comércio varejista entre janeiro de 2023 e março de 2026.
- O gasto mensal dos brasileiros com plataformas de apostas superou R$ 30 bilhões no período, comprometendo a renda e levando 270 mil famílias à inadimplência severa.
- A Confederação Nacional do Comércio (CNC) considera as bets um risco sistêmico à saúde financeira das famílias, impactando o consumo e as vendas do varejo.
- Famílias de baixa renda, homens, pessoas com mais de 35 anos e maior escolaridade são consideradas mais vulneráveis aos efeitos das apostas.
- José Roberto Tadros, presidente da CNC, defende políticas públicas para regular as plataformas e proteger os consumidores, destacando o impacto macroeconômico do problema.
- O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) contestam a metodologia e as conclusões da CNC, alegando que os dados são alarmistas e não condizem com métricas oficiais.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fabio Bentes (economista-chefe da CNC)José Roberto Tadros (presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac)
Organizações
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR)Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL)Banco CentralLatamGolSistema CNC-Sesc-Senac
Lugares
BrasíliaBrasil
