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Operação Contenção: Defensoria do Rio quer acesso a câmeras e perícias

Seis meses após a Operação Contenção, considerada a mais letal do Rio de Janeiro, a Defensoria Pública do Estado (DPRJ) ainda não conseguiu acesso às imagens das câmeras corporais dos militares e aos laudos periciais, dificultando a apuração dos fatos e a responsabilização por eventuais excessos.

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30/04 às 08:33

Pontos principais

  • A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) busca acesso a imagens de câmeras corporais e laudos periciais da Operação Contenção, seis meses após o ocorrido.
  • A Operação Contenção é considerada a mais letal da história do Rio, com 122 mortos, e a DPRJ acompanha o caso desde o início.
  • Marcos Paulo Dutra, da DPRJ, destaca a ausência de respostas sobre as mortes ocorridas na mata, onde se concentram os óbitos.
  • Apesar de determinações da ADPF 635 (ADPF das Favelas), persistem obstáculos para o controle e apuração da atividade policial.
  • A Polícia Federal informou ao STF que o material enviado pelo estado do Rio apresentava inconsistências técnicas que inviabilizaram a perícia.
  • O Núcleo dos Direitos Humanos avalia que a operação não alterou a dinâmica territorial e resultou em mortes sem responsabilização.
  • A Polícia Militar e as Secretarias de Segurança e Polícia Civil não forneceram retorno sobre as imagens e laudos periciais solicitados.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Marcos Paulo Dutra (coordenador de Defesa Criminal do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da DPRJ)

Organizações

Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ)Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ)Polícia Federal (PF)Supremo Tribunal Federal (STF)Polícia MilitarPolícia CivilSecretaria de Estado de Segurança PúblicaInstituto Médico-Legal Afrânio Peixoto

Lugares

Rio de JaneiroBrasil