Onda de resgates expõe distorção em fundos de crédito dos EUA, sinaliza JGP
A onda de resgates em fundos de crédito dos EUA expõe uma distorção no desenho desses veículos, onde a diferença entre o valor patrimonial e o preço de negociação em bolsa incentiva saques, segundo a JGP.
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20/04 às 18:01
Pontos principais
- A JGP aponta que a onda de resgates em fundos de crédito dos EUA não é um problema de qualidade de ativos, mas sim de falha no desenho dos veículos de investimento.
- A distorção ocorre porque quem resgata recebe pelo valor patrimonial, enquanto quem vende na bolsa aceita um desconto, incentivando os saques.
- Nomes como Jamie Dimon (JPMorgan) e Howard Marks (Oaktree) alertam para excessos no crédito privado, comparando a episódios pré-crise de 2008.
- O crédito privado americano se desenvolveu após 2008, com fundos financiando empresas diretamente devido ao endurecimento das regras bancárias.
- No Brasil, o crédito privado é mais regulado pela CVM, enquanto nos EUA opera fora do radar regulatório em transações diretas.
- A tensão atual nos EUA concentra-se em veículos listados em bolsa que permitem resgates trimestrais, com a queda das cotas devido à exposição ao setor de software e IA.
- Apesar do "barulho", Alexandre Muller da JGP considera que é um problema de produto, não da classe de ativos, mantendo o mérito do crédito privado americano para financiamentos sob medida.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Alexandre Muller (sócio e gestor de crédito privado da JGP)Jamie Dimon (presidente do JPMorgan)Howard Marks (fundador da gestora Oaktree)Lucas CollazoDavi Fontenele
Organizações
JGPMorgan StanleyJPMorganOaktreeXPComissão de Valores MobiliáriosApolloBlackstoneBlue OwlAmericanasLightRaízenGrupo Pão de AçúcarBCE
Lugares
Estados UnidosBrasilEuropa

