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Narcotráfico cada vez mais usa criptomoedas para ocultar origem ilícita de recursos

O narcotráfico e o crime organizado estão utilizando cada vez mais criptomoedas para movimentar e ocultar recursos ilícitos, aproveitando a arquitetura digital para dificultar o rastreamento, apesar dos esforços regulatórios no Brasil.

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26/04 às 09:47

Pontos principais

  • A prisão dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo na operação Narco Fluxo revelou um esquema de movimentação de R$ 1,6 bilhão usando criptomoedas.
  • Organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho utilizam plataformas digitais para converter, fragmentar e transferir recursos para fora do país.
  • A arquitetura das criptomoedas, com liquidação quase instantânea, operação ininterrupta e ausência de identificação direta do usuário, as torna atraentes para lavagem de dinheiro.
  • Técnicas como fracionamento de grandes quantias, uso de contas de laranjas e empresas de fachada são empregadas para escapar dos sistemas de alerta.
  • A imutabilidade dos registros no blockchain é uma característica que diferencia as criptomoedas, mas a dificuldade reside em identificar o proprietário dos endereços.
  • Novas regras do Banco Central exigem autorização formal, capital mínimo e identificação rigorosa de clientes para prestadores de serviços de ativos virtuais.
  • A Receita Federal está ampliando o controle sobre bets ilegais e o uso de criptomoedas para movimentar dinheiro de origem ilícita.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

MC Ryan SPPoze do RodoCarlos Henrique (CEO da Sttart Pay)Nicole Dyskant (fundadora da RegDoor)

Organizações

Polícia FederalConselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)Primeiro Comando da Capital (PCC)Comando Vermelho (CV)Sttart PayRegDoorBanco CentralReceita Federal

Lugares

Faria LimaSão Paulo