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Mercado vê chance de virada suave

O mercado de capitais brasileiro, após um período de extremos, vislumbra uma recuperação gradual impulsionada pela queda da Selic e pelo fluxo de capital estrangeiro, apesar das incertezas geopolíticas e da cautela local.

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19/04 às 06:01

Pontos principais

  • O mercado de capitais brasileiro passou por um ciclo de extremos, com IPOs abundantes seguidos por alta da Selic e ausência de novas ofertas.
  • A queda da taxa de juros e o forte interesse de capital estrangeiro sinalizam um ponto de inflexão para o mercado.
  • Conflitos no Oriente Médio, com a alta do petróleo, representam um desestímulo econômico global, mas a fala de Donald Trump sobre um acordo impulsionou o dólar e o Ibovespa.
  • Apesar da situação fiscal e da corrida eleitoral, o fluxo de capital estrangeiro, que já soma mais de R$ 67 bilhões, tem sido o principal motor da alta da bolsa brasileira.
  • Gestores locais, como Luis Stuhlberger, ajustaram suas posições, reconhecendo a força do fluxo para mercados emergentes.
  • Ainda que os volumes de ofertas de ações sejam modestos, a fila para novos IPOs começa a se formar, impulsionada pela expectativa de queda dos juros.
  • O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto em março, e a previsão é que a taxa chegue a 12,5% até dezembro, o que pode aliviar as empresas endividadas e estimular a migração de capital para a bolsa.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Antonio Coutinho (chefe de banco de investimento do Citi Brasil)Donald Trump (presidente)Luis Stuhlberger (gestor)André Moor (chefe do banco de investimento Bradesco BBI)Cristiano Guimarães (chefe do banco de investimento do Itaú BBA)Rubens Menin (empresário)

Organizações

Citi BrasilItaú BBABradesco BBIVerdeCopomB3Agência O GloboValorPipeline

Lugares

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