Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
No Dia das Mães, mulheres que buscam filhos desaparecidos no Brasil compartilham relatos de dor, luta por visibilidade e a importância de redes de apoio como o grupo Mães da Sé.
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10/05 às 09:01
Pontos principais
- Em 2025, o Brasil registrou 84.760 casos de desaparecimento de pessoas.
- Mães de desaparecidos enfrentam desafios como a falta de suporte psicológico, preconceito e a morosidade em investigações policiais.
- O grupo Mães da Sé, fundado por Ivanise Espiridião, oferece suporte emocional e articulação para milhares de famílias em todo o país.
- A legislação brasileira (Lei nº 11.259) determina que buscas por crianças e adolescentes desaparecidos devem ser iniciadas imediatamente, sem necessidade de espera de 24 horas.
- Especialistas destacam a necessidade de maior capacitação profissional para psicólogos e médicos no atendimento a familiares de desaparecidos.
- O uso de tecnologias, como o aplicativo Family Faces, tem auxiliado na busca por pessoas desaparecidas através de reconhecimento facial.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Clarice Cardoso (mãe de desaparecidos)Ágatha Isabelle (desaparecida)Allan Michael (desaparecido)Márcio (pai de desaparecidos)Ivanise Espiridião (ativista e fundadora do Mães da Sé)Fabiana (desaparecida)Fagna (filha de Ivanise)Eva (neta de Ivanise)Melânia Barbosa (psicóloga e pesquisadora)Lucineide Damasceno (ativista e fundadora da ONG Abrace)Felipe (desaparecido)Ana Maria Gonçalves (autora)Itamar Vieira Junior (autor)
Organizações
Agência BrasilMães da SéONG Abrace
Lugares
BrasilSão Sebastião dos PretosBacabalMaranhãoSalvadorBahiaSão PauloPraça da Sé
