Economia em forma de K é real, segundo pesquisa do Federal Reserve de Nova York
Uma pesquisa do Federal Reserve de Nova York confirma que a economia em forma de K é real, com o crescimento dos gastos concentrado nas famílias de alta renda, impulsionado por ganhos em ativos financeiros, enquanto as famílias de baixa renda são espremidas pela inflação.
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01/05 às 13:04
Pontos principais
- A pesquisa do Federal Reserve de Nova York confirma a existência de uma economia em forma de K, onde o crescimento dos gastos está concentrado no topo da pirâmide de renda.
- O fenômeno é explicado principalmente pelos ganhos de riqueza provenientes de ativos financeiros, beneficiando as famílias de alta renda.
- Desde janeiro de 2023, o crescimento real dos gastos de varejo tem sido desigual, com famílias de alta renda (mais de US$ 125.000 anuais) registrando 7,6% de crescimento, enquanto as de baixa renda (menos de US$ 40.000) tiveram pouco mais de 1%.
- Antes da pandemia de COVID-19, as famílias de baixa renda superavam as mais ricas em crescimento de gastos, mas a divergência se abriu em 2023 após o fim dos programas de alívio.
- A dependência de um único segmento da economia para o crescimento dos gastos levanta preocupações sobre a fragilidade e vulnerabilidade econômica, especialmente em caso de correção do mercado financeiro.
- O patrimônio líquido real do 1% mais rico subiu mais de 25% desde 2023, impulsionado por ativos financeiros, enquanto os 40% do meio ganharam menos de 10%.
- Economistas debatem se a dependência da economia em um único grupo é uma nova vulnerabilidade ou uma norma de longa data do consumo americano.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Federal Reserve Bank of New YorkAxiosPantheon Macroeconomics
Lugares
U.S.

