“Juro alto é veneno”: crédito privado vira refúgio e Oliveira Trust bate recorde
Com a Selic em patamar elevado, o crédito privado se tornou um refúgio para empresas brasileiras que buscam alternativas de financiamento e alongamento de dívidas, impulsionando o mercado de capitais e o crescimento da Oliveira Trust.
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13/03 às 05:00
Pontos principais
- A alta taxa Selic (15% ao ano) eleva o custo de capital para empresas, tornando o crédito privado uma alternativa para financiamento.
- José Alexandre Freitas, CEO da Oliveira Trust, descreve o cenário como um "refúgio" para empresas que buscam reduzir dívidas bancárias e alongar perfis de dívida.
- Apesar do custo elevado, a inadimplência corporativa se mantém sob controle, com exceção do agronegócio, impactado por quebras de safra.
- Freitas alerta que a manutenção de juros altos pode levar a um aumento de recuperações judiciais se não houver redução gradativa da Selic.
- Bancos preferem o risco soberano, levando empresas a recorrerem a FIDCs e Notas Comerciais no mercado de capitais.
- O mercado de capitais brasileiro atingiu recorde de R$ 838,8 bilhões em ofertas públicas em 2025, impulsionado pela migração de empresas.
- A Oliveira Trust registrou lucro líquido recorde de R$ 40,8 milhões no 4T25 e crescimento de 37% no volume de escrituração, atribuindo o sucesso a investimentos em tecnologia e IA.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
José Alexandre Freitas (sócio e CEO da Oliveira Trust)
Organizações
Oliveira TrustAnbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais)XP
