Irã diz que não vai negociar após EUA tomarem navio; entenda nova escalada de tensões
A tensão entre EUA e Irã se intensifica após a apreensão de um navio iraniano e ataques no Estreito de Ormuz, colocando em risco as negociações de paz no Paquistão e elevando os preços do petróleo.
|
20/04 às 08:03
Pontos principais
- O cessar-fogo entre EUA e Irã está sob máxima pressão após a apreensão do navio iraniano M/V Touska pelos EUA no Mar da Arábia.
- O Irã acusa os EUA de "pirataria armada" e recusa-se a participar das negociações em Islamabade, alegando que Washington não leva o processo diplomático a sério.
- A escalada de tensões foi precedida por disparos de canhoneiras iranianas contra embarcações no Estreito de Ormuz e ameaças de Trump.
- Apesar da postura pública linha-dura, analistas indicam que o Irã mantém um canal privado de negociação, com a possibilidade de enviar uma delegação a Islamabade.
- Os EUA confirmaram a ida de sua delegação, liderada pelo vice-presidente JD Vance, para as negociações no Paquistão.
- O objetivo das negociações é estender o cessar-fogo por até 60 dias para discutir o programa nuclear e o controle de Ormuz, pontos de impasse da primeira rodada.
- A crise elevou os preços do petróleo em mais de 6%, refletindo o temor do colapso do cessar-fogo.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente dos EUA)Esmail Baghaei (porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano)Ghalibaf (presidente do parlamento iraniano)Seyed Mojtaba Jalalzadeh (analista)JD Vance (vice-presidente dos EUA)Steve Witkoff (enviado especial)Jared Kushner (genro de Trump)Abbas Araghchi (chanceler iraniano)Shehbaz Sharif (primeiro-ministro do Paquistão)Masoud Pezeshkian (presidente iraniano)Asim Munir (general)
Organizações
Tesouro americanoIRNA (agência estatal iraniana)Al JazeeraCasa BrancaReutersABC News
Lugares
Mar da ArábiaEstreito de OrmuzIslamabadePaquistãoTeerãWashingtonNur Khan (base aérea)RawalpindiZona Vermelha (Islamabade)Serena HotelMarriottMovenpick
