Ibovespa em queda com Ormuz reaberto: alta se esgotou ou “novos caminhos” se abrirão?
Apesar da queda do Ibovespa, analistas mantêm otimismo com o mercado de ações brasileiro, impulsionado pela diminuição do conflito no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas alertam para a possível saída de capital estrangeiro para os EUA e a volatilidade pré-eleitoral.
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18/04 às 05:00
Pontos principais
- O Ibovespa fechou em queda de 0,55% na sexta-feira e 0,81% na semana, influenciado pela desvalorização das ações de petroleiras devido à queda do petróleo.
- A reabertura do Estreito de Ormuz e a diminuição das tensões no Oriente Médio geram otimismo, reduzindo projeções de inflação e abrindo caminho para cortes de juros mais rápidos.
- Analistas como Bruno Perri e Jerson Zanlorenzi veem um cenário positivo para o Brasil, com potencial de destravamento para a renda variável e favorecimento de empresas de consumo doméstico e setor financeiro.
- Apesar do otimismo, há cautela quanto à possível retomada do fluxo de capital estrangeiro para os EUA, o que poderia impactar a entrada de recursos no Brasil.
- O índice Small Caps, sem Petrobras, registrou alta, indicando uma rotação de portfólio e realização de lucros em ações que receberam grande fluxo externo.
- O JPMorgan projeta o Ibovespa em 230 mil pontos, com o fluxo externo como principal catalisador, mas reconhece o desafio das eleições de outubro e a volatilidade esperada.
- Sugere-se uma rotação de portfólio, com menor exposição a commodities e maior foco em setores domésticos sensíveis à queda de juros.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Bruno Perri (estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos)Jerson Zanlorenzi (responsável pela mesa de ações e sócio do BTG Pactual)
Organizações
Forum InvestimentosBTG PactualPetrobrasAxiaB3JPMorganCopom
Lugares
OrmuzOriente MédioEUABrasil
