'Fomos enganados': a mulher russa que recruta homens estrangeiros para lutar contra a Ucrânia
Uma investigação da BBC revela como uma mulher russa, Polina Alexandrovna Azarnykh, recruta homens estrangeiros, principalmente de países pobres, com falsas promessas de trabalho e cidadania para lutar na linha de frente da guerra na Ucrânia, resultando em mortes e desaparecimentos.
|
18/01 às 07:42
Pontos principais
- Polina Alexandrovna Azarnykh recruta homens estrangeiros, como sírios, egípcios e iemenitas, para as Forças Armadas russas através do Telegram.
- Os recrutas são atraídos com promessas de trabalho lucrativo e cidadania russa, mas são enviados para a linha de frente da guerra na Ucrânia com pouco treinamento.
- Omar, um sírio, relata ter sido enganado, ameaçado e ter seu passaporte queimado por Azarnykh após se recusar a pagar para evitar o combate.
- Muitos recrutas e suas famílias afirmam que Azarnykh não esclareceu que eles lutariam em combate ou que seus contratos seriam renovados automaticamente.
- A BBC identificou cerca de 500 casos de convites emitidos por Azarnykh e entrevistou combatentes e famílias de homens mortos ou desaparecidos.
- A Rússia tem intensificado o recrutamento de estrangeiros e prisioneiros para compensar as perdas significativas na guerra da Ucrânia.
- Azarnykh, que nega as acusações, é vista como uma das principais recrutadoras, recebendo supostamente pagamentos por cada pessoa recrutada.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
OmarPolina Alexandrovna AzarnykhYousefMohammedHabibVladimir PutinKateryna Stepanenko
Organizações
BBCForças Armadas RussasOtanBBC News RússiaInstituto para o Estudo da GuerraWagner
Lugares
UcrâniaRússiaSíriaOriente MédioIrãEgitoIêmenMoscouBryanskMarrocosIraqueCosta do MarfimNigériaEcaterimburgoQuêniaCubaNepalCoreia do Norte
