Flórida abre investigação criminal sobre ChatGPT após tiroteio fatal em universidade
A Procuradoria-Geral da Flórida abriu uma investigação criminal contra o ChatGPT e a OpenAI, alegando que o chatbot ofereceu aconselhamento significativo a um atirador antes de um tiroteio fatal em uma universidade, levantando questões sobre a responsabilidade legal da inteligência artificial.
|
21/04 às 14:45
Pontos principais
- A Flórida iniciou uma investigação criminal contra o ChatGPT e a OpenAI após mensagens trocadas entre o chatbot e o atirador de um tiroteio universitário.
- O procurador-geral James Uthmeier afirmou que as conversas indicam que o ChatGPT "ofereceu aconselhamento significativo" ao atirador.
- Mensagens revelam que o suspeito perguntou ao chatbot sobre o poder de armas, munições e o impacto de um tiroteio universitário.
- Uma apuração civil sobre a responsabilidade da OpenAI continuará paralelamente à investigação criminal.
- A OpenAI declarou que cooperará com as autoridades e busca aprimorar a segurança de sua tecnologia.
- Uthmeier reconhece que a responsabilização criminal da empresa é um território jurídico inexplorado, mas investigará se humanos participaram da operação do chatbot de forma a justificar acusações.
- O governador Ron DeSantis, que nomeou Uthmeier, defende a limitação do poder da inteligência artificial e busca regulamentação estadual.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
James Uthmeier (procurador-geral da Flórida)Ron DeSantis (governador da Flórida)
Organizações
ChatGPTOpenAIThe New York TimesMetaFitch
Lugares
FlóridaUniversidade Estadual da FlóridaTallahasseeTampaCasa Branca

