FIIs endividados: como identificar oportunidades – e fugir de armadilhas
Analistas financeiros explicam como investidores devem avaliar a alavancagem em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), focando na qualidade dos ativos e na sustentabilidade da dívida, em vez de apenas no nível de endividamento.
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20/04 às 13:00
Pontos principais
- A alavancagem em FIIs pode potencializar retornos e viabilizar aquisições, mas também aumentar riscos se mal estruturada.
- Especialistas destacam que a sustentabilidade da dívida e a qualidade dos ativos são mais importantes do que o percentual de alavancagem.
- Uma alavancagem bem estruturada é apoiada por ativos de alta qualidade com geração de caixa previsível que supera o custo da dívida.
- Fundos sem dívida, mas com ativos de baixa qualidade, podem apresentar risco maior do que fundos moderadamente alavancados com portfólio resiliente.
- A alavancagem pode ser usada como ferramenta de gestão para adquirir novos ativos em momentos de dificuldade de captação ou para reciclagem de portfólio.
- Investidores devem considerar a qualidade dos ativos, previsibilidade das receitas, liquidez das garantias e a relação entre geração de caixa e custo da dívida ao avaliar a alavancagem.
- Não há consenso sobre um nível ideal de alavancagem, e a análise deve ser feita caso a caso, embora patamares acima de 40% do patrimônio gerem cautela.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Harrison Gonçalves (CFA Charterholder e membro do CFA Society Brazil)Renato Pereira (CFP e sócio-fundador da Private Investimentos)
Organizações
CFA Society BrazilPrivate Investimentos
