Ex-crianças-soldado aprendem ofícios para reconstruir a vida na República Centro-Africana
Ex-crianças-soldado na República Centro-Africana aprendem ofícios como costura e panificação para reconstruir suas vidas e superar traumas de conflitos armados, apesar da redução de financiamento para organizações de apoio.
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05/05 às 09:46
Pontos principais
- Ex-crianças-soldado entre 14 e 17 anos aprendem ofícios como costura em Bria, República Centro-Africana, para superar traumas da violência.
- Christophe Yonaba, professor da organização Esperance, relata as dificuldades de ensinar jovens que ainda carregam a violência e o estresse do passado.
- Cerca de 2 mil jovens centro-africanos ainda estão nas mãos de grupos armados, que diminuíram de 20 para 14, mas ainda controlam áreas no leste do país.
- Adolescentes como Awa e Amadou compartilham suas experiências de sequestro e trabalho forçado, buscando uma vida normal através da formação profissional.
- A organização Esperance, financiada em parte pelo Unicef, oferece apoio psicológico e formação profissional, ajudando 52 jovens no ano passado.
- A demanda pelos serviços da Esperance aumentou, mas a organização enfrenta dificuldades devido à redução do financiamento internacional, incluindo da USAID, desmantelada por Donald Trump.
- O conflito na região leste, rica em diamantes, intensificou-se, deslocando dezenas de milhares de civis.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Christophe Yonaba (professor)AwaAmadouRachelleKarl Malone (responsável por identificar casos de crianças-soldado)Donald Trump (presidente)
Organizações
EsperanceFundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)União pela Paz na República Centro-Africana (UPC)USAID (agência americana de desenvolvimento)
Lugares
República Centro-AfricanaBriaSudãoSudão do SulRepública Democrática do Congo

