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EUA acusam cofundador da Super Micro de desviar US$ 2,5 bi em chips da Nvidia à China

Os EUA acusaram um cofundador da Super Micro de desviar ilegalmente US$ 2,5 bilhões em servidores com chips avançados da Nvidia para a China, no maior caso de contrabando de tecnologia de IA restrita até agora.

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20/03 às 11:43

Pontos principais

  • Yih-Shyan “Wally” Liaw, cofundador da Super Micro, foi acusado de liderar um esquema para desviar servidores com chips Nvidia para a China, violando controles de exportação dos EUA.
  • Outros dois indivíduos, Ruei-Tsang “Steven” Chang e Ting-Wei “Willy” Sun, também foram acusados no caso, que envolveu a venda da tecnologia de IA através de uma empresa no Sudeste Asiático.
  • A acusação é o maior caso de contrabando de chips desde que os EUA começaram a restringir os envios da Nvidia para a China em 2022, visando impedir o uso militar chinês de aceleradores de IA americanos.
  • As ações da Super Micro despencaram até 29% após a notícia, e a empresa afirmou estar cooperando com a investigação e ter colocado Liaw e Chang em licença administrativa.
  • Os réus teriam usado documentos e comunicações falsos para enganar a equipe de compliance e as autoridades, montando servidores 'dummy' para simular o armazenamento dos equipamentos.
  • Liaw, Chang e Sun enfrentam acusações de conspiração para violar controles de exportação, contrabandear bens e fraudar os EUA, com penas que podem chegar a 20 anos de prisão.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Yih-Shyan “Wally” Liaw (cofundador da Super Micro)Ruei-Tsang “Steven” Chang (gerente da Super Micro em Taiwan)Ting-Wei “Willy” Sun (prestador de serviços externo)Jay Clayton (procurador dos EUA em Manhattan)

Organizações

Super MicroNvidiaFoxconn Technology GroupDepartamento de Comércio dos EUA

Lugares

Estados UnidosChinaSudeste AsiáticoTaiwanNova YorkSan Jose, CalifórniaMalásiaCingapuraTailândiaTampa, FlóridaEl Monte, CalifórniaSanta Clara, Califórnia