Escala 6x1: jornada menor na Europa manteve empregos e não reduziu PIB
Um estudo europeu recente indica que a redução da jornada de trabalho em cinco países entre 1995 e 2007 não causou queda do PIB nem afetou significativamente o emprego, contrariando algumas projeções brasileiras sobre o tema.
|
30/04 às 09:21
Pontos principais
- Um artigo do Instituto de Economia do Trabalho (IZA) analisou a redução da jornada de trabalho em cinco países europeus (França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia) entre 1995 e 2007.
- A pesquisa não identificou queda do Produto Interno Bruto (PIB) nem impacto significativo no nível de emprego após as reformas.
- Houve efeitos positivos, mas insignificantes, sobre salários por hora e valor adicionado por hora trabalhada.
- Os resultados sugerem que a redução do tempo de trabalho e o aumento do custo do trabalho por hora foram rapidamente absorvidos.
- O estudo difere de algumas projeções brasileiras que preveem redução do PIB e do emprego com a discussão do fim da escala 6x1.
- A pesquisa não valida a teoria da "partilha do trabalho" nem apoia a visão de que a redução da jornada sem corte salarial tem efeito negativo no emprego.
- Os pesquisadores sugerem que a redução da jornada pode aumentar o bem-estar dos trabalhadores e beneficiar empresas com maior produtividade e retenção de talentos.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Cyprien Batut (pesquisador)Andrea Garnero (pesquisador)Alessandro Tondini (pesquisador)
Organizações
Instituto de Economia do Trabalho (IZA)Fundação Deutsche Post
Lugares
FrançaItáliaBélgicaPortugalEslovêniaBrasilEuropa
