Entrega por aplicativo pode ficar mais cara com regulação? Entenda propostas do governo e das empresas
A regulamentação do trabalho de entregadores por aplicativo no Brasil enfrenta divergências entre governo, Congresso e empresas, com propostas distintas sobre remuneração mínima e impacto nos custos para o consumidor.
|
15/03 às 04:01
Pontos principais
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, busca votar o projeto de regulamentação do trabalho por aplicativos, que gera desacordo entre Legislativo, Executivo e empresas.
- A principal divergência reside no valor mínimo a ser pago por entrega, com o governo defendendo R$ 10 e as empresas alertando para o aumento de custos e inviabilidade do serviço.
- O governo propõe remuneração mínima de R$ 10 por entrega (até 4km), fim de entregas agrupadas, transparência de algoritmos, pontos de apoio e acesso à Previdência Social.
- Empresas, representadas pela Amobitec, defendem a regulamentação, mas com viabilidade econômica, proteção social e acessibilidade ao consumidor, preferindo remuneração por hora trabalhada.
- Há preocupação de que a proposta governamental encareça o produto final para o consumidor e reduza a quantidade de entregas, impactando o ganho dos trabalhadores.
- Ministros do governo acusam as empresas de "terrorismo econômico", enquanto as plataformas consideram o cálculo do governo eleitoral e insustentável.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Hugo Motta (presidente da Câmara dos Deputados)Augusto Coutinho (deputado e relator)Guilherme Boulos (ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República)Marcelo Ramos (vice-presidente de relações institucionais da Amobitec)Nikolas Ferreira (deputado)
Organizações
Câmara dos DeputadosRepublicanosPSOLAssociação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec)PLIfoodMinistério do Trabalho
Lugares
BrasilPalácio do PlanaltoSão Paulo
