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Dívida alta dos países está borrando limite das políticas fiscal e monetária, diz BIS

Um relatório do BIS aponta que a alta dívida pública global está borrando os limites entre as políticas fiscal e monetária, tornando as decisões sobre taxas de juros cruciais para o espaço fiscal dos governos e gerando pressões políticas para o afrouxamento monetário.

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02/02 às 12:36

Pontos principais

  • A elevada dívida pública está alterando a interação entre as autoridades monetária e fiscal, dificultando a distinção entre elas.
  • O BIS argumenta que, com grandes estoques de dívida soberana, as decisões sobre taxas de juros impactam diretamente o espaço fiscal dos governos.
  • Altos custos de empréstimos aumentam as despesas governamentais com juros, elevando o custo fiscal de combater a inflação.
  • A dívida alta pode reduzir a eficácia da resposta monetária à inflação, criando um viés inflacionário.
  • Nos EUA, as despesas líquidas com juros da dívida federal se aproximaram de US$ 1 trilhão no ano fiscal de 2024–2025, superando gastos com defesa.
  • Pressões inflacionárias persistentes, impulsionadas por fatores geopolíticos e demográficos, tornam as restrições fiscais à política monetária particularmente prejudiciais.
  • O estudo destaca a pressão política, como a de Donald Trump, sobre bancos centrais para reduzir taxas de juros, visando diminuir os custos de financiamento do governo.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Donald TrumpJerome Powell (presidente do Federal Reserve)

Organizações

Banco de Compensações Internacionais (BIS)Federal Reserve (Fed)Fundo Monetário Internacional (FMI)

Lugares

EUA