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Dia Mundial da Água: desigualdades no acesso ainda são profundas

Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta profundas desigualdades no acesso à água e saneamento, especialmente em áreas rurais, regiões Norte e Nordeste, e entre populações não brancas, impactando desproporcionalmente mulheres e o desenvolvimento socioeconômico do país.

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22/03 às 17:25

Pontos principais

  • Em 2023, 98,1% da população brasileira tinha acesso à água potável, mas o acesso cai para 88% em áreas rurais e menos de 82% nas regiões Norte e Nordeste.
  • Apenas 59,9% da população tinha esgotamento sanitário seguro em 2023, com a Região Norte registrando apenas 39,6%.
  • Quase metade do esgoto gerado no Brasil ainda é descartada sem tratamento adequado, gerando impactos na saúde, meio ambiente e segurança hídrica.
  • A ausência de serviços de água e saneamento afeta desproporcionalmente mulheres e meninas, sobrecarregando-as e expondo-as a riscos.
  • A falta de acesso à água e saneamento perpetua a desigualdade de gênero, prejudicando a saúde, dignidade e oportunidades das mulheres.
  • A desigualdade no saneamento básico impacta o futuro econômico e educacional do país, com crianças sem acesso estudando em média dois anos a menos.
  • Os grupos mais vulneráveis, como pessoas pretas, pardas, indígenas e de baixa renda, são os mais afetados pela falta de saneamento.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Vera Lessa Catalão (professora da Universidade de Brasília e ecopedagoga)Luana Pretto (presidente executiva do Instituto Trata Brasil)

Organizações

Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA)Organização das Nações Unidas (ONU)Universidade de Brasília (UNB)Instituto Trata BrasilRádio Nacional

Lugares

BrasilNorteNordesteRioCampo Grande