Defensores de código de ética para o STF, Fachin e Cármen admitem desgaste
Os ministros do STF Edson Fachin e Cármen Lúcia reconheceram o desgaste e a crise de confiança que o Judiciário enfrenta no Brasil, defendendo a criação de um código de conduta para a Corte.
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18/04 às 09:17
Pontos principais
- Fachin e Cármen Lúcia, defensores de um código de ética para o STF, admitem a crise de confiança do Judiciário junto aos brasileiros.
- A crise é atribuída a escândalos como o do Banco Master e embates com o Legislativo, além de uma percepção de excesso de poder dos ministros.
- Pesquisa Datafolha indica que 75% dos brasileiros acham que ministros do STF têm poder demais e 55% acreditam no envolvimento com o caso Master.
- Fachin defende que a crise seja enfrentada com novas soluções e se posiciona contra o relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento de ministros.
- Cármen Lúcia relatará o projeto de código de conduta e ressalta a gravidade da queda de confiança, mencionando um possível "movimento internacional" para deslegitimar o Judiciário brasileiro.
- Fachin criticou a decisão da CPI de indiciar ministros, afirmando que há "percepções distintas" e não uma "crise institucional" entre Judiciário e Legislativo.
- O ministro reforça a necessidade de o Judiciário falar "pela força dos argumentos" para manter a confiança da população em tempos de polarização.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Edson Fachin (presidente do STF)Cármen Lúcia (ministra do STF)Alexandre de Moraes (ministro do STF)Dias Toffoli (ministro do STF)Gilmar Mendes (ministro do STF)Donald Trump (presidente americano)Alessandro Vieira (senador MDB-SE)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)Banco MasterComissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime OrganizadoFundação Getúlio Vargas (FGV)DatafolhaFGV Direito RioCongressoSenado Federal
Lugares
BrasilSão PauloMéxicoAlemanhaEstados Unidos
